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sábado, abril 29, 2006
Algaravariações (03): Astier Basílio




Astier Basílio nasceu em pernambuco, veio cedo para Campina Grande na Paraíba e mora há dois anos em João Pessoa. Ainda na casa dos vinte anos, já publicou uma dezena de livros, mas renega alguns. Trabalha como jornalista cultural, tanto à frente do Correio das Artes quanto de Augusto (suplemento cultural do Jornal da Paraíba). É possível encontrar vários de seus poemas nos principais sites do gênero na Internet, principalmente no seu blog pessoal, o Eu sou mais veneno que paisagem.

Confira logo abaixo quatro poemas inéditos e a entrevista cedidos gentilmente à Algaravária.






QUATRO POEMAS



Anteprojeto


carrego n'alma
um domingo com a filha que terei
a velhice na cama dividida
o horizonte concluído da janela

mas um escorpião tem medo de fogo
em meu sangue
dança e derruba sua peçonha de 4 patas
que me põe de pé quando sou homem

e eu sou mais veneno
que paisagem




westerns land


minha arte
é marcial,
lutada em claro.

Minha solidão
tem mais auroras
que cansaços.

Os vencedores andam em bando,
mas, a verdade,
ainda, a cavalo.

Meu nome é ninguém,
porém, não aceito pactos:
minha parte
é com o silêncio.

O meu estado é de sítio;
a minha casa, o contrário.
Sou mais meu conflito
do que o palco.

Meu número
não tem comentários
e o que eu miro
não é no fácil




impressão digital


após todos os fins
nasço:

nos escombros do muro,
das torres,
do mundo.

Eu,
rascunho permanente,
de um já escrito
epitáfio.




lugar


onde o
desespero
escava um
nó exato.
Uma verdadeira
solidão
não seu relato,
o vazio mais intacto.
Descobrir um
caminho
e apagar
os rastros







ENTREVISTA



1. Trajetória de antes


Como construiu o escritor que é hoje?

Foi um processo de muito entusiasmo, no primeiro momento, quando de devoção mística. Essa vontade de estar além de melhorar e a disposição para auto-crítica e auto-destruição foram fundamentais. Sou mutável, quase um hiv, quase me identifico mudo.


Qual sua trajetória literária até o primeiro livro?

Uma loucura. Consegui o dinheiro das duas primeiras parcelas com uma professora de literatura do ginásio, que praticamente custeou o livro, sem me cobrar nada, sóme pedindo que eu omitisse o seu gesto. Ficou o impasse pois me faltava a terceira prestação. Tive de abrir o jogo em casa. Por fim, consegui um dinheiro emprestado com meu tio, e vim a pagá-lo com as vendas do livro. Eu tinha dezoito anos.


Atualmente o grande problema do jovem escritor é publicar seus poemas. Neste sentido, no início, quais eram os seus problemas?

Se eu tivesse o discernimento que tenho hoje não publicaria um livro tão cedo. Publicação e produção são coisas plenamente diferentes. O publicar deve ser a etapa última. Bem, meus poemas caíam nas graças das moçoilas estudantis, que as faziam circular por meio de xeror. Eu as publicava em painés, em fanzines e participava ativamente dos saraus e atividades literárias. O meu problema era a ânsia de ver meu livro na livraria.


Ser poeta é mais talento ou esforço? Descobriu-se ou inventou-se poeta?

Venho de uma família de repentistas. Então o convívio com a poesia popular veio desde cedo. Sempre tive a premonição que seria poeta, em algum momento da minha vida. As artes sempre me tocaram. Cheguei a enveredar pela música e pelo desenho. A poesia me tomou por completo. Eu tinha catorze anos. Aprendi as técnicas do versejar, mas sempre procurava ir além de meus limites, sempre com alto grau de desconfiança.


Quais livros fizeram parte de sua formação?

Minha casa não tinha uma biblioteca boa. Meus pais não dispunham de condições econômicas para tal. Havia vários livros didáticos. Meu conhecimento de literatura adveio, metodicamente, daí. Isso afora os poetas populares que eu lia, Zé da Luz, Zé Laurentino, Patativa do Assaré. Era um poesia repleta de música e oralidade. Eu gostava muito dos românticos, pois eles cumpriam os postulados previstos entre os poetas populares cujas regras me eram parâmetro e modelo. Meus autores fundamentais foram Castro Alves, Cruz e Sousa, Augusto dos Anjos, Bilac, Camões, Antero de Quental, Florbela Espanca e Vinícius de Morais. Demorei muito para ter acesso a livros. Só na universidade através de bibliotecas. Quando pude comprar livros, creio que volumes que foram fundamentais para minha formação são: A Divina Comédia, Ilíada e Odisséia, Grande sertão:veredas e A Pedra do Reino.


Tentou vários gêneros literários? Ainda os pratica em segredo?

Pratico o exercício para a prosa. É um projeto meu. Estou anotando, lendo muita prosa. Não é algo para breve. Tenho em mente escrever contos e romance.



2. Psicologia da composição


O que é matéria para a poesia?

Essencialmente a idéia. Poesia pra mim é uma forma de pensar. Não concebo um poema que não parta desse pressuposto. Não sou capaz de escrever a partir de uma solução de imagem, de um trocadilho. Minha poesia é reflexiva.


Com quantas metáforas se faz um poema?

Até com nenhuma. Pra mim metáfora não é o mais importante, embora eu faço uso corrente dela. O foco principal, o núcleo irradiador do poema, pra mim, é o pensamento. O resto écomplemento, que tem de se subordinar a este prisma maior, que é idéia.


Tem obsessão em reescrever o mesmo texto? A emenda é pior do que o soneto?

Quando a idéia se sobrepõe demais às outras estruturas de organização como ritmo, principalmente, sinto que algo está fora do lugar e só fico em paz quando consigo a harmonia entre pensamento e expressão. Cada poema é um suicídio.


Guarda tudo o que escreve? Ou elimina sumariamente?

Guardo, mas não me sinto confortável em reler coisas que já fiz. Meu prazo de validade com a beleza é muito curto e sou sempre mais feliz com o que não fiz do que com o já feito.


O resultado final do poema coincide sempre com sua idéia inicial?

Meus poemas são desenvolvimentos de idéias. Necessariamente, cada poema é uma provocação, uma questão, um axioma, um aforismo, cujo desenvolvimento organizacional me é pedra de toque.


Para escrever, é necessário comer, beber, fumar? O que organicamente anima sua escrita?

É necessário ter o que dizer. Estes apelos extra-sensoriais não me tocam. Todos os meus poemas partem de observações que faço sobre o meu tempo e o que eu escrevo é uma tentativa de dar resposta a estas questões que me assaltam. É só olhar ao redor, motivo não me falta. Não há droga pior que o ser o humano, nem lugar pior pra se viver que o mundo.


Há autores que inspiram e outros que bloqueiam o impulso poético? Cite.

Para que eu não fique repetitivo é melhor eu fazer uma divisão em dois momentos. Um antes de minha experiência no Santo Daime e outro depois. Antes, de eu ouvir um caboclo no meio de uma miração me dizer que a minha poesia buscava muito a beleza e que eu tivesse cuidado porque a beleza escraviza, é uma senhora cruel e que eu, em minha poesia, deveria buscar a verdade, antes então eu era todo aura, todo rito. Depois disso, do conselho de que a minha poesia deveria ser a expressão da busca de minha verdade, tudo mudou. Mas, antes, o autor que me bloqueava era João Cabral, pela sua singularidade, e um autor que me estimulou foi o Francisco Carvalho, do Ceará. Hoje, qualquer leitura que possa contribuir para despertar algo no meu pensamento está, indiretamente, me influenciando. Mas há dois poetas que me inspiram muito: Alberto Cunha Melo, de Pernambuco, e Tahar Ben Jelloun, do Marrocos.


O sentimento de estranhamento cumpre um papel na sua escrita? Ou ela é mais mimética?

O estranhamento já foi objetivo principal de meus poemas. Mas, eu me enganava. O que eu estava fazendo eram ornatos, volteios superficiais. O estranhamento, quanto menos aparecer, melhor. Aí está a arte difícil do dizer com pouco, com menos.


Costuma começar pela primeiro ou pela último verso? Qual deles é o mais difícil?

Tenho uma idéia. Vou pensando, juntando elementos, desenvolvendo-a. Até que os outros elementos vêm em segundo plano, como figurantes. Parto primeiro de um pensamento.


Há idéias ou imagens que lhe perseguem no fio dos anos? Sente-se escrevendo o mesmo poema ou o mesmo livro?

Idéias. Muitas me perseguem. Tenho algumas. Projetos de livros inteiros que aguardam o circuito concluir-se, consumar-se. Não penso em poemas, penso em livros, em unidades inteiras, em estruturas que se desenvolvam a partir de uma idéia central. Penso num livro chamado a vida é uma rave, em que, numa festa psicodélica, eu tente repassar as problemáticas do homem-hoje. Faz anos que salvo isso comigo, mas, ainda não fui ao papel.



3. Prosa do próprio mundo


Como define a sua poesia? Como caracterizaria suas ambições estéticas principais?

Minha poesia é a maneira como que eu respondo ao mundo em que vivo, ao tempo a que eu pertenço, sem, contudo, ter uma resposta. Minha ambição maior é flagrar o meu tempo, as agonias do agora, é ser um retrato em digital numa máquina sem memória.


Entre seus próprios poemas, quais os seus preferidos? Eles coincidem com os preferidos dos leitores ou mais divulgados em geral?

O poema de que mais gosto é anteprojeto, pois melhor me define. Acho que está entre os preferidos da meia dúzia de leitores que visitam meu blog. O último verso eu sou mais veneno que paisagem dá título ao meu próximo livro.


Recebeu ou recebe conselhos importantes de escritores na sua trajetória? Como foi e é o diálogo com outros escritores?

Tive vários Virgílios ao longo de minha trajetória. Sempre tive que matá-los depois, para ter vida própria. O principal deles e primeiro foi o paraibano Hildeberto Barbosa Filho, por sua mão de crítico conheci praticamente boa parte da produção contemporânea brasileira; depois Carlos Newton Jr, que me fez ler Dante, Homero, Guimarães Rosa; Alexei Bueno, de quem me tornei amigo, foi uma grande influência; os paraibanos Bráulio Tavares, Antônio Morais e José Nêumanne, além de Alberto da Cunha Melo, grande amigo, mestre e modelo. Já vivi mais intensamente a vida literária, me interessava em manter contato com determinados autores, ligava, queria criar vínculo, hoje me libertei disso, mas continuo tendo um bom contato com escritores os mais diversos, sobretudo pela profissão de jornalista e de editor de suplemento cultural.


Qual a relação entre seu trabalho e sua escrita?

Trabalho profissional? Quase nenhuma. O jornalismo não me deixa pensar muito (risos).


O que mais lhe agrada em um poema?

A verdade que ele desenterra ou apresenta.


Como percebe suas principais qualidades como escritor? Há algum defeito de que não abra mão?

Antes do Daime eu era um poeta da imagem. Era um defeito que eu assumia. Hoje eu procuro abrir mão dos meus defeitos com muita intensidade. Não abro mão do erro do risco. Quero arriscar, procuro um ar novo, pois o que leio me sufoca. Do erro de pensar o agora, do risco que pode ser ter opinião, eu não abro mão. Mas, defeito estilístico, não sei. Opto pelo simples, sempre.


Como a poesia do seu estado está enquadrada no contexto brasileiro?

A Paraíba está na periferia histórica, sócio-econômica e cultural do país. O modernismo de fato só se instaurou aqui com 4 décadas de atraso, como grupo Sanhauá. Apesar disso, das dificuldades, estamos vivendo um ótimo momento. Temos bons autores como Sérgio de Castro Pinto, José Antônio Assunção, Antônio Mariano de Lima, Lau Siqueira, André Ricardo Aguiar, Hildeberto Barbosa Filho, Linaldo Guedes e muitos outros que pontificam na Paraíba, marcam sua presença e imprimem sua voz em nosso cenário.


Em que geração literária você se concebe? Ela tem um projeto definido?

Na geração 00, a do novo milênio, a que está aí nos blogs, na internet. Viemos, creio que o Algaravária reúne um esboço de geração sim, no esfacelamento pós-tudo. Eu tenho um poema em que eu digo ainda não me perguntaram nada mas tudo já foi dito. Não temos projeto, queremos espaço e não estamos preocupados em projetos de grupo, mas em nossas perspectivas individuais. A solidão é o mal da nossa geração, que prefere olhar pra trás e sonhar com um tempo perdido, a enxergar no seu tempo a matéria de sua poesia.


Qual a relação entre sua idéia de infância e sua poesia?

Tenho 20 e poucos anos e creio que soaria ridículo revisitá-la agora. É um espaço de tempo muito recente. É material para o futuro, para outra época. Por enquanto me interessa o mundo.


Como seus livros foram recebidos publicamente?

Tive uma boa recepção crítica em meu estado. Artigos em jornais, quatro ensaios publicados em livro. Fora recebi cartas com apreciações sucintas mas elogiosas de nomes como Carlos Nejar, Ivo Barroso, Alexei Bueno, Marco Lucchesi, Foed Castro Chama, Luís Augusto Cassas, André Sefrin, entre outros.


Quanto tempo dedica à leitura de crítica literária?

Leio sempre. Leio as que saem no Correio das Artes, Rascunho e nas revistas e grandes jornais do país e principalmente as que são publicadas em sites, blogs, e revistas eletrônicas, como zunái e cronópios, onde verdadeiramente está sendo feita a crítica militante de hoje em dia.


Como se sente quando comparado com outros escritores?

Pra quem quer mostrar sua voz no mundo, é o fim.



O que além da poesia precisa ser lido?

O mundo. Com suas faces em mutação e em pergunta. Mas, sendomais conotativo, importante ler filosofia, história, crítica literária e prosa.


Já ganhou prêmios literários? Quais? Qual a importância deles?

Ganhei o Novos Autores Paraibanos, com um livro que hoje renego. Mas, foi uma sensação ímpar à época. Prêmios têm sua importância para difusão do nome, divulgação da obra.


Fale um pouco de suas seções de autógrafos. São boas experiências ou as dispensaria?

São boas sim. É um encontro com leitor, que vê em você um futuro Nobel de Literatura, não pela qualidade de seu texto, mas por ter em mãos uma relíquia e uma glória pra contar aos outros. Tudo é vaidade, já diria o pregador.



4. A poesia e suas questões em questão


Muitos poetas hoje apresentam uma versatilidade acadêmica. Eles falam várias línguas, traduzem, fazem ensaios, críticas, resenhas, estudam várias disciplinas. O poeta precisa ser um erudito? Poesia só se faz com muito estudo?

Cultura seria a palavra, a meu ver. Nem sempre erudição se transforma em bom material poético. O que tem de autor chato, arrotando Lacan, Cioran, ee cumings e cuja obra é um arremedo em bricolagem do que se leu, sem assinatura própria, sem verdade, apenas jogos vazios e estéreis.


A poesia tem prestígio no âmbito da nossa cultura?

Não dá pra lhe tirar a aura, mesmo que não se concorde com isso, o senso comum não vê um poeta com olhos indiferentes. Sempre o distingue, para bem ou para mal.


Qual a função social da poesia?

Nenhuma. Poesia não tem função, em si. Como de sorte toda a arte produzida não tem função de sorte alguma. Ela pode expressar um sentimento de inquietação social, mas ter uma função social eu não vejo.


A poesia se esgotou como gênero literário? Se não, que caminhos podem evitar um futuro esgotamento?

O que se esgotou foram os poetas. Repetitivos, chatos, auto-plagiadores, fechados em seus mundinhos enquanto o mundo se acaba ao seu lado, a poesia é incapaz de se comunicar, perdida em jogos de metalinguagem, que não suporto, nem tolero ler, e na obsessão da influência expressada pela praga da intertextualidade, quase um pré-requisito pra se tornar poeta hoje em dia.


Há obras meramente comerciais de poesia? O que pensa delas?

Poesia, como diria Alberto da Cunha Melo, éa antimercadoria. Nem um autor que queria fazer uma poesia comercial consegue. Poesia não cabe em papel de presente.


Políticas literárias: faz qualquer negócio para sua obra ser editada? É justa a percentagem que fica para o editor e para as livrarias? Éjusto que o escritor seja a causa produtora de um sistema literário que não o beneficia corretamente? O que se pode fazer?

Não sei se é justo. Nunca editei meus livros através de ninguém, desconheço esse metier, não sei o que se pode fazer.


Qual a melhor editora brasileira? E qual a que edita melhor a poesia?

Acho que a Landy tem se dedicado à poesia de forma sistemática, assim como a Lamparina.


A figura do escritor precisa ser mais mistificada ou desmistificada? O que isso envolveria?

Não consigo responder pelos outros e acho que cada poeta tem um forma de se comportar diante de sua arte. A mim, tanto mistificação como desmistificação excessiva parecem a mesma coisa. Anti-aura é também uma aura. Cada situação, momento, exige um comportamento diferente. Não dápra ser Olavo Bilac o tempo todo, nem João Cabral de Melo Neto.


Como avalia o movimento concretista em relação à produção poética contemporânea?

Como uma moeda de dois lados. O primeiro, importante. Abriu os caminhos de outras literaturas, expandiu as perspectivas vanguardistas, incutiu o senso de invenção. O segundo, o negativo, que nem a si próprio compete, mas aos seguidores tardios. A proposta estética do concretismo não responde mais aos apelos e questões de nosso tempo.



5. Museu de agora e depois


"Escrever sobre escrever é o futuro do escrever"? (Haroldo de Campos)

Quem agüenta este deserto? Eu tô fora. Acho que a metalinguagem já era.


Qual é hoje a marginália da poesia brasileira? Ela ainda é possível depois da internet?

Estamos na era a ressignificação quase automática, instantânea, das cooptações, das releituras. O chique hoje é ser marginal. O marginal, pela repetição é recorrência, é quase a reprodução da previsibilidade do poeta oficial da poesia de salão do século passado. O que mais se vê é maldito de botique. Temos que buscar coisas novas: posturas, sentidos, significações, assuntos. O pessoal hoje em dia está interessado em sucesso e ponto final.


Como você se vê frente ao recebimento de originais? Comenta tudo o que recebe?

Sim, com a franqueza que norteia meus princípios.


Que conselhos daria a quem está começando?

Tem um poema visual do Marcelo Sahea, no livro leve recém lançado, que diz muito do que eu penso. É uma pegada em forma de interrogação. O conselho é: siga em frente duvidando.


Que livro prepara para logo? Qual seu eixo principal?

Eu sou mais veneno que paisagem. Mais uma tentativa de entender e de lançar perguntas sobre este conturbado tempo em que vivemos, da apatia, do nada e do vazio.


O que pensa sobre a algaravária?

Uma idéia genial e a possibilidade de nos organizarmos diante dos outros enquanto geração.

algaravária
(7) no algaravial

 

 

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