ALGARAVÁRIA
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domingo, abril 09, 2006

escutei meus ossos, besen [as tardes de domingo tem um fim; um sol POENTE, sempre, até quando não estamos por lá, ao avesso]

roí minhas unhas, sphor [domingo, fim de tarde; as paredes do meu quarto ganham nova brancura, SILENCIOSA. dá-me tuas palavras!]

há impensados buracos bem no meio céu, ponce [ as noites de domingo tem um início; um terno de estrelas CADENTES, mesmo quando não há mais o que desejar]

incomoda-me o calor úmido de belém, carol [domingo, anoitecendo; as preces chegam entreolhando aquilo que ESCONDO de mim]

vasculhei minhas gavetas vazias, pablo [danem-se todos os domingos de abril; abdico da lucidez, esse é o mês dos presságios ESQUELÉTICOS]

sonhei que deus sabia sorrir, angélica [malditas vozes RESSOANDO aos domingos; não desistem de saber mais e mais de mim]

costumava aninhar girassóis, daniel sampaio [ minhas vísceras mentem; desaceleram a PUREZA que os sinos anunciam, domingo]
não soube escapar ao lirismo, daniela ramos [meu corpo é fratura; PESA mais aos domingos, mas ninguém parece notar]
brinco de imaginar bichos nas nuvens, paulo de toledo [lanço os dados; espero a sorte SORRIR, é domingo]

Virna, as sinapses devoram a razão.
Ana, os instintos deliram o estilo.
Eu, espantalho.

douglas D.
(4) no algaravial

 

 

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