ALGARAVÁRIA
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terça-feira, abril 25, 2006
saraIvada 04inho

tábua afogada

Dezessete nuvens negras, algumas dessas foram anos.

É o fundo do rio na minha cara como água,
quando eu me maquio do avesso, é pra combinar com o teu pulso transparente.

Crianças correndo sempre carregam um gato de segredos.

Não moldo meu corpo na cama dos outros, dear
deixaria os meus e o teus fantasmas baratinados no mesmo quarto.

Eu prefiro um balanço soando a rima do galho de nogueira,
o vento roubando e rindo a alma do capinzal,
minhas pernas são doces pra espinho
e isso faz bem, acupuntura de correr pelado.

Dezessete nuvens negras, eu sempre gozo que chova.

Dezessete negras me benzem de sol negro entre o Nilo, o Amazonas e o Mississipi.

Ali, de dentro de onde eu vim a ter em ti, nos espalho como um feriado sem nome.

francieli spohr
(7) no algaravial

 

 

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