ALGARAVÁRIA
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terça-feira, abril 18, 2006
"saraIvada treis"

Lâmpadas de raio sem x, para tesouros com asas

É claro que o azul não virá voluntariamente engolir teus pés
e que a primeira visão a se ter na mata do escuro fechado é um homem de chapéu mau
enfiado na redonda e careca burrice,
(orelhas de corredor de vento conduzindo mãos de matar voz ainda na garganta)
é claro que o rio não vai fazer a volta na nossa cintura
e que a segunda visão a se ter na tarde sal-amarga é um punho contra o muro que não cansa
cravado na rugada e sozinha mudez,
e leva mais de um tempo inteiro até entrar pela outra porta da própria falta,
é claro que as vezes a sombra parece ter um anzol pescando perdas e duvidações
e o café esfria antes do cigarro
e o ponto as vezes nasce cego por que é melhor nem ver
mas é claro.
É tão claro, que podemos sempre nadar no avesso disso tudo,
o furo de bala e acaso mais limpos do mundo.

francieli spohr
(8) no algaravial

 

 

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