ALGARAVÁRIA
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quarta-feira, maio 31, 2006
Água de nó


[Fazer água IX]



Desperta: deposta
a graça do fogo,
próximo como no céu,
março, ainda:
decomponho orvalho
na relva das costas.

A camisa úmida
faz velcro com as costas,
quebra as nozes da pele,
expulsa os botões
de casa.

Meu rio de alga
não extravia
o endereço.
O tórax, órfão de arfar:
vira língua.

Maduro, o suor:
sela (d)a estação.

A água evacua
o tempo em mim.

Carlos Besen
(7) no algaravial

 

 

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