ALGARAVÁRIA
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segunda-feira, maio 22, 2006
Ninguagem

A poética de Maiakóvski miseramente empregada





Camarada,
entretanto tantos
és.
Não duvido
a escravidão destes versos
famintos.
Não penso em forma

EXPRESSO!
e perco o excesso
no incorreto
que o digo.

Bem diz:
Quando o poema
é o resto
da sujeira do Poeta!
E o poeta sofre
a uma enorme
distância da República.

"E agora o que me diz?"
saiu no caminho de casa
a palavra asa
que não conservo
uma só
casca.
E agora o que te digo?
na porta de casa saiu...
não a palavra...

mas a própria casa.

Daniel Sampaio
(2) no algaravial

 

 

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