ALGARAVÁRIA
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terça-feira, maio 16, 2006
saraIvada sépTima (e negra)

o MEU estômago não tem rebelião

Há o não ter fome que é só comendo se vai sanar.
Um sabonete demarcando a minha sujeita,
o meu peito naquela mão na lixeira.
Eu tenho um pé sendo esmagado no concreto que sangra,
entre as grades de pra sempre no escuro.
Eu tenho um nome pra quando tudo explode:
"sua branca média bem nutrida, sua vaca gorda mal agradecida,
dieta de fingimento, alma se contendo, duas garrafas do melhor vinho,
sua puta de biblioteca, preguiçosa de novela"
Uma vadia inventiva, eu não caibo em nenhum dos mundos,
eu não tenho fundo porque sou mais em cima,
nem a nata
o leite do meio, eu sou o que talha mas não dá queijo.
Isso não era pra ser sobre mim.
Era pra ser sobre os presos e os bandidos,
além do menino armado atrás do meu umbigo.

francieli spohr
(4) no algaravial

 

 

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