ALGARAVÁRIA
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quarta-feira, maio 24, 2006
Vésperas do trópico


[Fazer água VIII]



A infância da água
penetra o rosa dos poros,
penteia como língua
o açúcar da sede.

Os cabelos acariciam
o meneio do mar.

À bordo da espuma,
o coração marinho
da cavalgadura.

As mãos não sabem
perpetuar a brancura.


* * *


No rés do fundo,
o ventre chumba
a flauta dos corais.

A pérola remota
do céu
se fecha no rosto,

ostra.


* * *


Despeço minha vida
sem datar o destino,

sem dedurar
a derradeira epígrafe.

Os rumos revelam
desvelos.

.

Carlos Besen
(2) no algaravial

 

 

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