ALGARAVÁRIA
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quarta-feira, junho 14, 2006
Pulso de vestígio


[Fazer água XI]



I


O leito:

uma câmara de ecos
para os apelos da pele.

O corpo queima
suas paisagens
sob os lençóis.

Durmo,
estou vestido
como pálpebra.



II


Meus anseios rotos
são esféricos
como pupila,
rolo amarelo.

Coroamento solitário,
guerreio para devolver
os fósforos celestes
às pestanas,

retorço córneas gastas.



III


A noite me envolve,
envelope,
sempre para o mais escuro.



IV


Remetido para a lucidez,
o dia encarna para os olhos.

A flor da íris repõe em mim
o coração lusco-fusco.

Carlos Besen
(1) no algaravial

 

 

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