ALGARAVÁRIA
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domingo, julho 09, 2006
Eduardo Jorge





Eduardo Jorge, 1978, nasceu e mora em Fortaleza (CE). Viaja de vez em quando. Pesquisa vídeo-arte, poesia e fotografia. Publicou uma plaquete com o poema san pedro (2004) entre outros poemas dispersos em revistas e suplementos.

Eduardo Jorge escreve catorzenalmente às sextas no Algaravária.







POEMAS


a partir de uma luz de tungstênio acesa durante um dia cinza-escuro


...............................................................Não consigo encontrar Eduardo em casa
...............................................................Hélio Oiticica



o arrastado dos pés bambos, do som da preguiça
ao tacanho jogo de escadas dos anos vinte em
vários lances e outro aceno, até logo.
uma despedida de sempre, no novo jogo desvio:
a boca de dois leões amarelo embotado -
uma plântula desperta o pensamento
possível embrião e olhar sério de outro rumo,
que desce ao aroma de talco, vindo da
conversa com a senhora fotografada, antes:
hoje de um dia cinza-escuro,
balançando as qualidades do nulo e do passeio
em busca de ar , fluídos de água sobre
os passos rápidos de freira sem guarda-chuva
como continuar o pensamento do broto equilibrando
desequilibrando o corpo em direção a catedral,
cruzar o amontoado de pombos e indeciso
entre a direita e a esquerda, sempre.
um táxi rumo a festa na loteria, disse a senhora.
agora a situação de hazard - a espreita de
coincidências a vida e, de repente o passo acelera,
há uma firmeza áspera na resposta,

[ momento entre as ligações dos carbonos
do seu corpo e o traçado da hidra fêmea sobre o
centauro, croqui depois do cinza-escuro espalhado em
estrelas, setembro depois de 1978]

dobra a esquerda sagital. notícias tem deles por outros
desvios.



...............................................................PS: Diga ao Eduardo que eu escrevi para ele duas cartas
...............................................................e ele não me respondeu ainda, [...].
...............................................................Lygia Clark







glaciais

a página, esta sim, congelada, curva e suspensa em carta:
uma língua que se desfaz com o tempo se mistura a outras, pelo enquadramento de outra presença e chama a atenção, como está o seu tempo -
e ela vê o desaparecimento do português dela, a língua
desmanchando-se em distância: ilegibilidades de um oceano
entre grafias, um mar que não congela:
a lembrança depois do banho, um corpo úmido e fotogênico assinala depois de um mergulho.









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(5) no algaravial

 

 

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