ALGARAVÁRIA
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quinta-feira, agosto 17, 2006
Amo(r)finado

Dei o nome de Morfeu
a este céu de sódio.
Céu vazio dentre
palmas de persiana.
Uma poça de céu
e umas aves circulares.
Tonelada de mármore polido:
carrego o peso, deitada,
e o céu me avança.
Tento um risco
na superfície enrugada.
Obtuso céu de rigor
e brancura.
Peço que me obture
e me devassa,
como ao ópio sua substância.
Morfeu, deus do sono,
céu de gesso e magnésia,
ampola de fosco vidro com morfina
[me vergo a esse leito de agulhas]
Dormência cervical e escópica
desse olhar horizontal
e amofinado.

Priscila de Freitas
(6) no algaravial

 

 

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